TESTEMUNHO DE HJ - Isabel Coimbra

O testemunho de hj é de Isabel Coimbra, é bem grande mas vale muito a pena vc ler...

Entrevista por http://www.adorar.net/
"Dançando para Deus

Isabel Coimbra


Líder do Ministério de Dança da Igreja Batista da Lagoinha e integrante do Ministério de Louvor Diante do Trono, Isabel Coimbra é autora dos livros "Louvai a Deus com Danças” e “Dança: Movimento em Adoração".
Além disso, é produtora e coreógrafa do vídeo-dança "Restaurando", que é a Palavra pregada através da dança em três atos, sobre a restauração da vida do ser humano em Jesus.
Casada e mãe três filhas – Iara, Iana e Isa – com as quais compartilha seu ministério, Isabel é Mestre em Educação Física, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), professora da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da mesma Universidade e leciona na área de dança nos cursos de Educação Física e Artes Cênicas
Isabel é também coordenadora do Programa de Dança Experimental, no Centro de Extensão Universitária da UFMG e ainda diretora artística, coreógrafa e bailarina do Mudança: Cia de Dança e Artes Cênicas.
Nesta entrevista especial concedida ao Adorar.net, Isabel Coimbra conta como Deus a chamou para o ministério; abre a Bíblia para embasar a dança como forma de louvor no culto a Deus; dá dicas para quem deseja estruturar um ministério de dança e relata milagres. Abra o seu coração e seja  abençoado.

Como Deus a chamou especificamente para o ministério de Dança?
ISABEL - Às vezes é difícil saber qual a melhor maneira de contar nossos encontros pessoais com Deus, principalmente quando o nosso testemunho é iniciado pela Sua própria manifestação e revelação a nós.
Entretanto, não posso deixar de descrever aqui minha primeira experiência com dança para o Senhor, iniciada durante um culto familiar em pude ouvir nitidamente Sua voz me dizendo: “Dance para mim!”
Eu me lembro que, apesar de ser uma profissional da dança e da Educação Física, acostumada a dançar e a me apresentar para centenas de pessoas, respondi timidamente: “Eu, Senhor?”
E Deus novamente repetiu: “Dance para mim!” Abri os meus olhos e, quando percebi que todos ali naquele local estavam de olhos fechados, despi-me de todo o constrangimento e me derramei com danças diante da Sua presença. Aleluia!!! Foi maravilhoso, mas pensei que Deus me pedia algo momentâneo.
Continuei minha caminhada profissional até que um dia o Senhor, em alto e bom som, pediu que eu me desligasse da dança profissional, ou seja, da docência em academias e dos shows artísticos nos quais participava nos circuitos mineiro e nacional.
Naquela época (1990), esse tipo de atividade correspondia a mais da metade do meu saldo financeiro mensal, o que representava uma participação significativa na renda familiar e, além do mais, era a “minha vida”.
Confesso que tentei “barganhar” com Deus, mas Ele foi enfático: “Tenho algo para você na minha obra.” Chorei, mas obedeci, porque aprendi que melhor é obedecer do que sacrificar (I Sm 15:22.) e, da mesma forma, também aprendi que os planos e os projetos de Deus são perfeitos para as nossas vidas.
No entanto, nunca imaginei que a “obra” que Deus havia designado para minha vida era na área do louvor e adoração com dança. Naquela época, realmente abri mão daquilo que eu mais gostava de fazer, que era dançar profissionalmente, e me envolvi com a obra do Senhor em algumas áreas, principalmente a da Guerra Espiritual e Cura Interior.
Na verdade, eu não conseguia vislumbrar a dança como parte de um todo do corpo da Igreja de Jesus Cristo. Para mim, a dança não cabia nesse contexto. No muito, eu a percebia como um possível veículo de evangelismo de rua.
Mas Deus é tremendo! Não apenas mudou a minha vida, como ainda me deu o privilégio da dedicá-la a Ele; melhor ainda: de louvá-Lo e adorá-Lo com aquilo que eu mais gostava de fazer desde minha infância, que era e ainda é simplesmente dançar.
Hoje, seja no meu quarto, na minha sala, na Igreja de Jesus Cristo ou no lugar onde Jesus determinar, minha alegria é dançar para honra e glória do Seu nome. A exemplo de Davi (II Sm 6:14-15.) quero adorá-Lo e exaltá-Lo com todas as minha forças !

Quando o ministério começou, vocês chegaram a enfrentar algum tipo de preconceito, do tipo: “Ah, esse negócio de dança na igreja não é de Deus?”
ISABEL - Sim. Infelizmente estamos imersos em uma cultura ocidental completamente contaminada por valores e conceitos distorcidos de corpo e humanidade.
O corpo, desde a antiguidade grega clássica, é estigmatizado como prisão da alma e numa perspectiva dicotômica que privilegia sua abordagem intelectual. Essa visão é agravada com a idéia de “corpo-pecado” pregada por teólogos da Idade Média.
Ora, a matéria prima da dança é o movimento, que por sua vez acontece em um corpo. Se o meu conceito sobre o corpo humano é carregado da visão de um corpo-pecado, com certeza tudo relacionado a esse corpo também estará relacionado aos mesmos conceitos. Para complicar, em relação à dança no Brasil, esta sempre foi associada à sensualidade, sedução e vulgaridade.
Penso que a principal razão do preconceito encontrado na Igreja está baseado nessa realidade cultural diabólica na qual todos vivemos. Por outro lado, creio que estamos vivendo um tempo profético em que Deus está resgatando o que é dEle.
Não a Dança em si, mas o Templo do Espírito Santo, que somos nós, com uma visão restaurada de corpo, de humanidade e de adoração.
Deus está restaurando o Tabernáculo de Davi e, nesse processo, os pré-conceitos mundanos de homem e de corpo estão sendo transformados e os conceitos de Deus estão sendo re-instalados na cultura do crente contemporâneo. As coisas estão mudando... nós estamos mudando...
No entanto, penso que há cuidados a serem tomados. Infelizmente, muitos, numa visão, que também considero distorcida, têm trazido a dança do mundo para a Igreja, o que cristaliza os “pré-conceitos”.
A dança na Igreja não pode ser uma “moda”. O que é preciso entender é que Deus não precisa da nossa dança, nem da nossa música, muito menos se emociona com nossos talentos.
Deus anseia por vidas restauradas, vasos de honra! Precisamos repensar nossas vidas em Cristo, buscar libertação, cura e entendimento de uma vida restaurada. A aritmética é simples: vida curada, liberta e restaurada = dança curada, liberta e restaurada.

Qual o principal objetivo da dança no culto a Deus?
ISABEL - Numa visão integralizada de louvor e adoração seja com dança, música ou canto, o objetivo é tocar o coração de Deus para gerar salvação, cura, libertação, restauração e edificação da Igreja.

Alguns pastores falam que pessoas dançando podem tirar o foco do louvor, que é Deus? O que você acha disso?
ISABEL - O ser humano se comunica através de linguagens. Essas linguagens se concretizam mais freqüentemente através de sinais sonoros, visuais e táteis. A dança é uma linguagem visual, o canto e a música são linguagens sonoras.
Penso que estamos vivendo, como já disse, um tempo profético de restauração do Templo do Espírito Santo em toda a sua plenitude. Por isso, creio numa unidade poderosa de todas as possibilidades de linguagens na adoração e na resposta de Deus salvando, curando, libertando, restaurando e edificando a Igreja.

Se a dança é uma linguagem visual, é para ser vista mesmo. É para ser benção e levar a Igreja ao foco de Deus! Tenho tido muitas experiências tremendas, para honra e glória do Senhor Jesus e inúmeros testemunhos, como pessoas que são tocadas pela dança e entregam as suas vidas a Jesus. Outras são curadas fisicamente de enfermidades, outras libertas, restauradas e edificadas.
Mas penso que a preocupação desses pastores tem fundamento. Infelizmente, muitos irmãos ou irmãs têm confundido o objetivo da dança na Igreja. Para nós, não existe palco. A síndrome secular de “artista”, da “estrela”, paira no ar.
Precisamos vigiar nossas motivações o tempo todo. Não podemos perder o foco de Deus. Precisamos estar atentos para não sermos pedras de tropeço na vida dos irmãos, irmãs e de nossos pastores.
Em todos os aspectos devemos estar atentos: nossa vida pessoal com Deus, nossas vestes tanto de adoração como no dia-a-dia , comportamento, no testemunho dentro e fora da Igreja, em tudo.
Outro ponto que julgo importante é o da excelência: de um lado, uma vida no altar de Deus; de outro lado, um trabalho corporal de qualidade. Nesse caso, gosto de usar o exemplo do canto: uma pessoa desafinada também pode tirar o foco de Deus e distrair as pessoas de outra maneira.
No mundo secular, os artistas trabalham muito antes de se exporem. Na Igreja, não pode ser diferente, também precisamos nos instrumentalizar para oferecer ao Senhor e à Igreja o nosso melhor. Unção é fundamental, mas a técnica aliada à unção alcançará muito mais pessoas.

Existe hoje um mover dentro da igreja brasileira relativo à restauração das artes no louvor a Deus – dança, teatro e até pintura. Encontramos base bíblica para isso?
ISABEL - Para Bentes (Enciclopédia de Biblia, Filosofia e Teologia, 1995), na Bíblia a arte está associada aos ofícios relacionados com todo o fazer humano, tendo como referência geral as áreas da aritmética, astronomia, botânica, geografia, história, medicina, navegação, canto, música, teatro, artes plásticas, literatura, dança e etc.
Há evidências que indicam que os hebreus apreciavam os trabalhos em excelência. A posse de habilidades tais como a de Bezaleel e Aoliabe no trato com o desenho, talhamento da madeira, bordado, lapidação de pedras, pintura e outras habilidades eram consideradas dons de Deus (Ex 31:1-6, Ex 31:30-35).
Em relação à música e a dança, estas sempre desempenharam um papel importante na cultura hebréia. Segundo a tradição, a música era freqüentemente empregada em ocasiões de regozijo, quando era associada à dança (Ex 15: 1 e 20, 1 Sm 18: 6-7, 2 Sm 6:14).
No Novo Testamento, ainda na mesma perspectiva, há a citação da festa em celebração à volta do filho pródigo (Lc 15:25). Era também um modo de salmodiar e louvar a Deus (Sl 150: 4.)
Segundo Bentes (1995), alguns eruditos acreditam que, inclusive na Festa dos Tabernáculos, as danças estavam presentes, diante das referências existentes nos Salmos que apresentam uma conexão entre a fé professada e a dança (Sl 65:25).
Em relação ao teatro, não há evidências de que o povo hebreu tenha produzido dramas ou tenha tido teatros. No entanto, o teatro há muitos anos tem sido usado no âmbito da evangelização e edificação da igreja com efeitos inquestionáveis.
Seja no templo, em praças, ruas, escolas, universidades, hospitais, presídios ou em qualquer lugar, é composto pela linguagem sonora e visual o que traz muitas vezes impactos surpreendentes nas vidas do público presente.
Creio que, neste contexto, também para o teatro não existe palco. Para nós, qualquer lugar onde a palavra de Deus é propagada se torna um púlpito. Do mesmo modo, ali não se encontram apenas atores, mas ministros da Palavra de Deus.
Ainda gostaria de reiterar que, em primeiro plano, não é a restauração das artes, mas a restauração do Templo do Espírito Santo que somos nós, a nossa vida! Vidas restauradas = Arte restaurada.

Você tem algum testemunho de pessoas que foram abençoadas através da ministração da dança nos cultos?
ISABEL - Sim. Temos recebido inúmeros testemunhos de cura física e cura nas emoções, restauração de vidas, restauração da alegria de ser crente, alegria de viver. Não é incomum depois dos cultos alguém nos procurar para relatar esses milagres. Por exemplo:
No III Seminário Nacional de Dança no Louvor e na Adoração realizado pela Igreja Batista da Lagoinha em novembro de 2003, uma senhora me relatou que estava com um problema grave em um dos joelhos, que deveria operar brevemente.
Mas, durante uma das ministrações algo sobrenatural havia acontecido e ela tinha convicção de que havia sido curada, pois realizava movimentos que até então não podia diante da dor e da limitação ocasionada pela lesão naquele local.
No I Congresso Jovens Diante do Trono, realizado em dezembro de 2003, uma adolescente me relatou que havia passado muito mal durante os dois primeiros dias com fortes dores de cabeça. Mas, durante uma ministração, quando eu realizei um movimento em dança específico em sua direção, ela foi instantaneamente liberta daquela dor que a oprimia e impedia de participar plenamente do Congresso. Aleluia!!!

Como está estruturado hoje o Mudança e quais os requisitos para uma pessoa fazer parte do Ministério?
ISABEL - Somos um grupo que integra o Ministério de Dança que é composto por 35 grupos de dança cadastrados de toda a Igreja. Este ministério, por sua vez, está inserido no Ministério de Louvor da Igreja que é pastoreado pelo pastor José Raimundo. Os grupos de Teatro também estão debaixo da cobertura do Ministério de Louvor. É uma benção muito grande ter essa cobertura.
Ha critérios gerais para todo o Ministério de Louvor e aqueles específicos para cada grupo. De modo geral, para fazer parte dos grupos é necessário ser membro da Igreja Batista da Lagoinha pelo menos há um ano, ser batizado, estar inserido em uma célula, ter passado pelo encontro, ter cursado ou estar cursando a Escola de Líderes.
As pessoas interessadas procuram a Secretaria de Louvor passam por uma entrevista com o pastor, fazem o seu cadastro e são encaminhados aos grupos de interesse se houver vaga.
Para fazer parte do Mudança, passando por esses procedimentos e havendo a necessidade de ampliar ou preencher o quadro de integrantes, os candidatos passam por uma entrevista comigo. Se testificar, são convidados para fazer algumas das nossas aulas de rotina.
Se o mesmo conseguir acompanhar as atividades é convidado a estagiar conosco, a princípio sem ministrar por um período de no mínimo seis meses.
Hoje o grupo está no que eu considero o necessário: 10 bailarinas, 6 bailarinos, 3 instrumentistas e um grupo de apoio de 6 pessoas.

Qual o ponto de equilíbrio entre a técnica e a unção?
ISABEL - Cremos que o Senhor tem uma dança específica para a Igreja, uma “dança do céu - sobrenatural”, com valores bíblicos, técnicas corporais próprias adaptadas ao estilo do adorador ou do grupo de dança. Para compreendê-la e encontrar o ponto de equilíbrio entre as técnicas corporais e a unção é necessário ter fome de Deus, “muita-muita” oração, muito trabalho e santidade.

Seu livro “Louvando a Deus com Danças”, acaba de ganhar uma versão revisada. Quais os pontos que você aborda nele?
ISABEL - A segunda edição revisada foi publicada em 2003 pelo Diante do Trono. A primeira edição foi publicada em 2000.
O livro vai abordar a dança numa perspectiva filosófica, histórica e teológica. Diante de tantas questões levantadas a respeito da dança na Igreja, senti necessidade de realizar um estudo passeando por pontos que considero chaves para a compreensão mais profunda da dança no contexto do louvor e da adoração.
Por isso, vou trabalhar o conceito de cultura, arte e corpo, depois faço um estudo sobre o Tabernáculo de Davi, as características do ministro de louvor com danças e compartilho alguns aspectos metodológicos por onde tenho caminhado para compreender e construir os textos em dança.
Publiquei um segundo livro em 2002 com o título “Dança: Movimento em Adoração”, que também esgotou. Por isso foi revisado e teve a segunda edição publicada em 2003 pela Editora Athikté, em Belo Horizonte (MG). Esse livro, de certa forma, é uma continuidade do primeiro.
É um texto mais prático, tendo em vista a vida do adorador e a excelência na adoração. Aborda a dança como um ato profético e estuda algumas técnicas quanto à composição de dança. Pode ser encomendado pelo telefone 31-34282339, pelos e-mails athikte@yahoo.com.br ou belcoimbra@superig.com.br

Quais têm sido os resultados dos seminários de dança que você tem ministrado? O impacto das pessoas que conhecem a visão é grande?
ISABEL - Sim, muito. Temos aprendido pontos interessantes desde os primeiros seminários: Deus não precisa e nem se impressiona com nossos talentos; Ele não se preocupa com o que podemos “fazer” para Ele.
Deus se preocupa com nossas vidas, Ele anseia por vidas libertas e restauradas e, como já disse, Deus espera por vasos de honra, porque esses é que podem ser usados para alguma coisa.
Deus não se preocupa com “técnicas mirabolantes”, Ele se interessa pela salvação, pela cura, libertação, restauração e edificação de seu povo. É isso que tem sido os seminários de dança: o semear da Palavra de Deus e o compartilhar da visão que o Senhor tem nos dado através de ministrações, atos proféticos, oficinas e preleções. Tudo na completa direção do Espírito Santo de Deus.
O saldo dos seminários? Muitas vidas restauradas, libertas principalmente do homossexualismo, cura de feridas. Ainda temos testemunhado a restauração de ministérios destruídos ou quase mortos e o nascimento de muitos ministérios no Brasil e no exterior.

Que conselho você daria a uma igreja que pretende iniciar um ministério de dança?
ISABEL - Buscar a direção de Deus em tudo. Algumas perguntas devem ser feitas sempre:
•Qual o objetivo real para criação deste ministério?
•Quem?
•Quantos integrantes é possível administrar e discipular com qualidade?
•Quem pode ser o líder?
•Qual o perfil do líder?
•Quem é a pessoa que Deus tem para conduzir o grupo?
Alguns itens importantes a se considerar:
•O líder precisa ser uma pessoa madura na fé, firme na Palavra, de testemunho irrepreensível. O líder não é necessariamente o coreógrafo ou um bailarino(a), esta pessoa precisa ter o perfil de um(a) discipulador(a) ou de um(a) pastor(a)
•O ministério e seu líder devem sempre estar de baixo de cobertura pastoral e isso significa submissão, obediência e “passar recibo” de tudo para o pastor que dá a cobertura ao grupo
•Vigiar sobre as vestes de adoração
Vigiar os relacionamentos e o convívio entre o grupo, derrotando e guerreando todo o tempo contra os demônios que tentam atuar com a inveja, competição, contenda, fofoca, soberba, vaidade, rebelião, ciúme, mentira, engano e tantos quantos ataques o inimigo de nossas almas intentar contra o ministério e nossas vidas
•A motivação das pessoas é balizada pelo convívio e comportamento diário em relação à disposição em orar, buscar no secreto, vigílias, jejuns, presença e pontualidade em qualquer culto e lugar
•A dança não é enfeite de culto, ela tem um papel específico junto a toda estrutura de louvor. A dança e seus ministros fazem parte do corpo. É preciso, portanto, uma visão bíblica de corpo
•Busca constante por uma vida em santidade, pois a nossa parte é separação, consagração ao autor da obra: O Senhor Jesus!

Qual foi a experiência mais marcante que você teve quando estava dançando para Deus?
ISABEL - Em 2003, numa viagem aos EUA com minha filha mais nova, enquanto ministrava perguntei ao Senhor quanto tempo ainda Ele tinha para mim como ministra em dança.
Vez por outra eu observava a Isa, tão linda e jovem com seus movimentos ágeis e, ao meu olhar “coruja”, perfeitos. Eu não queria fazer papel de ridícula aos olhos da Igreja, do mundo e muito menos de meu Senhor, por causa da minha idade. Afinal, minhas filhas são moças formadas e a mais nova já tem 17 anos.
E, naquela reflexão, em busca da voz de Deus, eu lhe dizia que o adoraria com danças sempre, independente do lugar, que não fazia a menor questão de estar à frente em um púlpito, eu poderia continuar apenas na minha sala, no meu quarto.
Já fazia meus planos de apenas conduzir o ministério dando as aulas, coreografando, discipulando e o que mais... Quando, de repente, a líder do louvor naquela noite, Sandy Nemeth, me chamou e me entregou palavras que ainda soam aos meus ouvidos em sua síntese:
“Fui Eu quem te chamei, e você está no lugar onde eu determinei que estivesse e digo que ainda muitos anos tenho para Você neste ministério, ministrando com danças, porque grandes coisas farei através de sua vida. A levarei a lugares longínquos para levar as boas novas, cura e restauração através da dança e serás testemunho da minha misericórdia. Trarei sobre ti longevidade, uma unção nova e uma dança que ainda não conheces, etc. e etc.”
Após a profecia, o Espírito Santo me tomou em uma posição em equilíbrio sobre as pontas dos dedos do pé esquerdo, a perna direita à frente no ar flexionada e os braços abertos acima da cabeça e, por alguns segundos que pareciam não acabar, era como estar em um tempo suspenso.
Subitamente comecei a girar e a dançar com uma intensidade e com movimentos inenarráveis. Foi tremendo! E muitas pessoas foram muito tocadas naquela ocasião e esse acontecimento ficou na história da minha vida e daquela Igreja.
Dizem por lá que eu levitei... não sei. A única certeza que tenho é que Deus falou comigo poderosamente sobre algo que só Ele sabia. Ele foi pronto em me responder e eu o glorifico por isso, por me amar, por cuidar de mim, por ter me libertado, restaurado, curado. Por ter me arregimentado em seu exército e por me ensinar tanto.
Tendo aprendido, entre tantas coisas, que somos adoradores que guerreiam e guerreiros que adoram. E é nesse pelotão que eu quero ficar até onde estiver a vontade do Pai. Obrigado Deus! Toda honra e toda glória ao Único que é digno de recebê-las! Aleluia!!!"

Q Deus abençoe tds vcs, através deste testemunho...
Bjão
Cíntia Sant' Anna

Cia Casa de Davi

A arte a serviço do Reino. 

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