Amei este Texto da Fernanda Brum...



Vivendo a Humanidade

Oi Gente!

Acabo de colocar a Laura para dormir e me deu uma vontade de matar a saudade de escrever aqui no blog. Eu já voltei a ativa, já voltei para a estrada e para os púlpitos… Confesso que estava com saudades também do povo, do carinho e da unção que só flui dessa maneira quando ministramos.

Eu fiquei muitos meses de repouso absoluto para que a Laura não chegasse antes da hora e, nesse tempo, Deus falou muito comigo sobre humanidade.

No texto de Ezequiel e o vale de ossos secos (Ezequiel 37), eu fui impactada pela ordem que o Espírito Santo respeita. Fiquei impressionada ao reparar que a primeira coisa que o Espírito Santo fez crescer sobre os ossos foram nervos… Percebi que há muito tempo não parava para reparar meus nervos, minhas sensações, meu tempo de relaxar e deixar que meu emocional descansasse também. Deus falou muito comigo sobre descansar, dar atenção às minhas necessidades mais humanas como dormir, conversar, ouvir, compartilhar, fazer novos amigos que não fossem só cantores. Percebi que ossos precisam de nervos e nervos sadios… Percebi que a carne só veio quando os nervos vieram. A carne não podia crescer antes disso. Então, lá em Ezequiel, após os nervos, a carne cresceu e formou os corpos dos soldados daquele exército de ossos, outrora, sequíssimos. Enquanto essa carne cresce lá no texto, sinto o Espírito dizer: – Seja humana!! Não esqueça que você é carne, você tem limites, se respeite!! A seguir, pude visualizar a pele crescendo e pude sentir o Espírito Santo me dizer: – Sinta! Não seja insensível, esteja atenta a sua pele, ao calor, ao frio, ao abraço, à companhia, ao carinho… Seja gente!!! E, logo a seguir, a vida é soprada naquele exército que é Israel, que marcha, que segue e que foi levantado em quatro tempos: nervos, carne, pele e espírito.

Percebi que somos ensinados a ser espirituais ao extremo, mas nunca fomos ensinados a sermos de carne osso e nervos. Ignoramos nossa humanidade e não a respeitamos. Não respeitamos nosso tempo de descanso, nosso tempo de comunhão e de namoro. Quantas vezes fugi com Emerson para um tempo a sós para namorarmos, porque nossas agendas não nos permitiam esse tempo de humanidade. Não são poucas as reclamações de esposas de pastores e executivos que não tem esse tempo de qualidade com suas esposas. Nesse tempo de descanso e de batalha simultâneos, descobri que nada me faz mais feliz do que estar em uma mesa com amigos em um restaurante. Descobrir paladares, sabores e histórias. Como conhecer histórias de pessoas me faz bem!

Descobri um restaurante bem pertinho da minha casa. E fica uma dica de humanidade: “vá a um restaurante com seus amigos, com seu marido, com sua família sempre que possível, converse, ame, olhe nos olhos, morra de rir.”

Esse restaurante que descobri me fez sentir em casa… Cadeiras de madeira, gentilmente pintadas de branco e lixadas para ser suave, flores do campo à mesa em jarros transparentes… O ambiente é lindo mesmo. Um cheirinho de mato entrando pelas janelas e massa, massa italiana da melhor qualidade. O cheff é italiano também, de verdade, a massa é feita por eles na hora, a variedade é imensa e a sobremesa, a sobremesaaaaaa… Ai Meu Deus!!! Assim não perco o peso ganho durante a gravidez kkkkk. Poderia parar por aqui se não fossem as pessoas…

Conheci os dois jovens donos do restaurante, Pierre e Regina. Pierre um jovem italiano de olhos verdes casado com uma linda brasileira morena de cabelão. Dois apaixonados um pelo outro, quem entra no restaurante sente. Eles se amam muito. Nos olhos dos dois um brilho que remete a um futuro brilhante. Tudo milimetricamente pensado, arrumado e alegre. Muito alegre.

Pierre veio para o Brasil há 8 anos e nunca mais quis voltar para Roma. Entre idas e vindas, o coração falou mais alto e Pierre ficou. Ficou por Regina, ficou pelo Rio, ficou por Vargem Grande, ficou pela vida. Em sua humanidade, Pierre brilha, Regina também. Sento lá com meus amigos, pastores, cantores, depois do culto e todos nós rimos muito, trocamos experiências e alegrias.

Pierre sempre vem à mesa como bom italiano rir com a gente, Ele é católico apostólico romano e nos olha com carinho, enquanto rimos e somos apenas gente…

No Follie Italiane, lembro do Cristo homem sentado à mesa, sorrindo e tendo amigos, lembro do quanto Jesus era 100% homem e 100% Deus.

A santidade que nos leva a humanidade e a humanidade que nos leva a santidade estreita laços. Propaga pelo bairro a alegria de estar em um corpo criado por Elohim para vivermos a vida abundante de Cristo.

A mesa nos iguala. Uma vez na mesa com alguém, comendo e compartilhando, jamais esqueceremos. “Prepara-me uma mesa na presença dos meus inimigos, para que comendo com eles sejamos amigos”… diz o salmo.

Quero trazer esse marco para o meu recomeço. Para que mesmo viajando 20 horas dentro de um avião, na mesma posição, comendo barrinhas de cereal, eu me lembre que há tempo para tudo. Tempo de dormir na rede e também no meu colchão, tempo de comer barrinhas, mas também feijão. Tempo de ir, tempo de vir, de chorar e de rir, mas sempre respeitando o tempo de ser crente, assim como o de ser gente.

Que venha 2010 e suas viagens, também suas saudades. Quando as fraldas da Laura, os teclados e baterias do Isaac estiverem a 30 horas de mim. Me lembrarei das mamadas e das canções que cantamos todos esses meses em casa.

Que venha 2010 e minhas viagens para a Europa tão fria ou para a África tão quente. No Maranhão, no sertão, em hotéis de luxo ou na casa de irmãos, eu sempre direi: – “Eu vou!” Sabe por quê? Porque eu tenho para onde voltar. Volto pro meu chão, pra minha Vargem Grande, tão Verde e tão silenciosa. Volto sem culpa, porque sou de nervos, carne, osso, pele e espírito. Deus me fez assim… Gente… Simplesmente…

Espero te encontrar qualquer dia desses numa Folia de Itália sendo gente, sem peso, cheio de alegria, com sua família, sorrindo, curtindo, porque a vida não é só ir, mas é também voltar. Seja no cachorro quente da esquina ou na coxinha de galinha da praia, temos que nos permitir. Voltar para o que se construiu. Uma família, filhos, marido, esposa que estão, porque você soube dizer: “Eis-me aqui para cuidar dos de fora, mas também dos de dentro.”

Algumas pessoas se orgulham em dizer: “Eu só vou da casa para igreja, da igreja para casa.” Ministros dizem: “Não tiro ferias!!” As almas estão perecendo e eu pergunto:

- “Você acha bonito ser feio? Você também está perecendo! E Deus precisa de você vivo e com a família inteira!!

Bonapetit!

Afinal, todos nós temos fome como Jesus teve.

Fernanda.




Muito bom parei pensei, e orei.
Somos Humanos!!!!

Cia Casa de Davi

A arte a serviço do Reino. 

Um comentário:

  1. Ótimo texto para refletirmos.
    Como esposa,(de pastor)mãe,pastora,líder dos departamentos femininos da igreja a qual sirvo,entendo muito bem o que a Fernanda Brum quis retratar.O tempo muitas vezes se torna nosso inimigo porque nós não sabemos como usá-lo e com isso deixamos de viver como humanos.
    Deus é surpreendente! Até o tempo foi pensado detalhadamente, para que pudessemos desfrutar de cada momento dado por Deus.
    Minha oração é a seguinte:"Senhor dar tempo pra mim,ocupar minha vida contigo. Senão eu vou pelo vento e perco o meu tempo,perdendo momentos." Momentos com Deus,família,ministério,amigos. Ah1! são tantos momentos, que o melhor é vivê-los.
    Paz de Cristo!

    Pra:Odaléa Laurentino
    Lider NIKON ART'S

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