[RESENHA] Fábrica de Missionários - nem leigos, nem santos

- Quantos missionários tem na sua igreja? 
- A sua igreja tem uma visão missionária? 




  Essas perguntas tornaram-se tão normais no dia-a-dia que nós, cristãos, não a mais problematizamos, ou seja, nós não mais a examinamos e vemos a possibilidade de um pequeno erro nessas questões. Com um nome curioso ao título do livro, Rubem Amorese, o autor, nos leva a uma viagem curiosa, inicialmente engraçada, e dramática para a Igreja, e deste modo nos faz refletir sobre o uso precipitado da nossa resposta geral a essas questões.
     No livro é descontruído a divisão que a igreja tem estabelecido: missionários x não missionários, os que recebem uma atenção "especial" da congregação: com consagração, oração constante; e  os que são "leigos", apáticos, os coadjuvantes da cena. Durante a construção do livro uma nova divisão é posta: os missionários que ficam em Jerusalém e os que vão para os confins da terra, compreendendo assim que todos receberam uma missão independente do lugar, pois missão não tem haver com geografia, toda hora é hora, e todo lugar é lugar.
   A ferida bem citada no livro é a questão da preparação, segundo o autor os dito leigos não são preparados para serem missionários onde estão, como um chamado específico, já os missionários transculturais por entenderem o seu chamado possuem um foco maior, orando, jejuando e buscando conhecimento cada vez mais. Assim pude ser despertada inúmeras vezes durante a leitura para alguns fatores da minha vida, e na vida do lugar onde congrego, da minha falta de atenção para o meu campo, e minha missão: que já começou faz tempo. Fui confrontada, e incentivada a passar isso para outros, pois o conhecimento da real situação nos liberta, e  leva nos a novas dimensões. 
  Agora mesmo, após a leitura, entendo, por exemplo, que um casal que acabou de se casar estão indo para um novo campo missionário - os seus vizinhos precisam ver Cristo na vida deles, e ouvir também sobre Ele -, eles precisam da minha oração, e do meu incentivo, assim como missionários transculturais, que vão para outros países. Não há diferenças neste quesito. Do mesmo modo acontece com: pais para educar e discipular seus filhos; o trabalhador em seu local de trabalho; o aluno em sala de aula; a malhação na academia e por aí vai... O que o livro trás e o que quero concluir é: todos nós precisamos de uma preparação, e  termos a consciência do fator "você é um missionário!" é o primeiro passo para não ir ao campo de qualquer forma.
     O livro é de fácil leitura, com 136 páginas, produzida pela Editora Ultimato - e atualmente ele está em promoção, com um desconto de 6,00. Indico a todos os públicos e encerro aqui a nossa primeira resenha, que se Deus quiser será a primeira de muitas! Aos que me conhecem e queiram ler o livro: sintam-se no dever de pedir emprestado (e devolver, pra que assim o outro venha a ler também! hehe), e concluo com a mensagem dita por Spurgeon há algum tempo atrás: 
Todo cristão ou é um missionário ou um impostor” - Charles Spurgeon
Agora sim posso responder as perguntas do inicio com clareza do que digo.

   Até a próxima - oremos para ser em breve! hahaha 

(assim como o Amorese em seu livro, vou ousar em repetir aqui: se a sua congregação não for assim, graças a Deus! Mas em muitas a realidade é essa)

Nicole Antunes

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